O Menino e o Pássaro

Menino

Quando sonhar entardece
E o amanhecer consome
A alma inquieta do artista
Longe há de estar sua arte
E a parte que a concebe
Mas a poesia não escrita
Guardada a chaves sete
Ressuma teimosa e prestes

Sonhei que era um menino
E abraçava um albatroz
Viajante do sem fim mar
Para alegrar meu destino
Trazia asas de abraçar
Abertas sobre o meu peito
Na praia do meu demorar
Do meu demorar incerto
Agora, aqui, alma e tino.

7 comentários em “O Menino e o Pássaro”

  1. Adriana Maria Saura Vaz

    Li, amei!
    Quão filosóficas são as reflexões aqui expostas!
    Um presente, de quem sabe usar as palavras para expressar, de forma rara, as delícias e as mazelas “de Ser”.
    Muito obrigada.

  2. Claudete Ferreira Belini

    Lindas mensagens!!
    Em muitas delas vi o jeito simples, mas cheio de sabedoria de minha mãe!
    Ahhhh D.Judite que falta me faz suas sábias palavras. Minha luz, meu porto seguro, minha vida!!

  3. Frizzarin Valéria

    Que lindos ! Lindas mensagens. Quem sou eu? Como gostaria de colocar por escrito a estória dos meus ancestrais. Tenho guardado em meu coração ❤️ não consigo colocar nada por escrito, mas daria uma linda estória.
    Parabéns aos escritores.

    1. Milton, O Peixe

      Oi Valéria, Agradeço seu comentário! Peço-lhe que continue interagindo com o blog, deixando suas ideias, sentimentos e dúvidas!! Todas as semanas postarei um texto novo!! Mas já há vários para ler e participar. Gratidão!!

      1. Fabricia Severo pescaroli

        Há sonhos que não se vão com o dia,
        ficam suspensos no peito, como maré que não decide voltar.
        O artista nunca está longe da própria arte —
        ele apenas se perde dentro dela.
        E esse albatroz que te abraça em sonho
        talvez seja só tua própria alma
        tentando lembrar
        que ainda sabe voar.
        Mesmo quando o tempo hesita,
        mesmo no “demorar incerto”,
        há em você algo que insiste —
        teimoso, vivo, desperto.
        E a poesia…
        essa que você diz não escrita,
        já existe.
        Só está esperando coragem
        pra virar palavra.

  4. Fabricia Severo Pescaroli do Nascimento

    Há sonhos que não se vão com o dia,
    ficam suspensos no peito, como maré que não decide voltar.
    O artista nunca está longe da própria arte —
    ele apenas se perde dentro dela.
    E esse albatroz que te abraça em sonho
    talvez seja só tua própria alma
    tentando lembrar
    que ainda sabe voar.
    Mesmo quando o tempo hesita,
    mesmo no “demorar incerto”,
    há em você algo que insiste —
    teimoso, vivo, desperto.
    E a poesia…
    essa que você diz não escrita,
    já existe.
    Só está esperando coragem
    pra virar palavra.

    1. Milton, O Peixe

      Oi Fabrícia, emocionante! Sua leitura do poema complementa e engrandece a minha. Feliz por tê-la inspirado. Sua resposta também é um poema…

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