
Quando sonhar entardece
E o amanhecer consome
A alma inquieta do artista
Longe há de estar sua arte
E a parte que a concebe
Mas a poesia não escrita
Guardada a chaves sete
Ressuma teimosa e prestes
Sonhei que era um menino
E abraçava um albatroz
Viajante do sem fim mar
Para alegrar meu destino
Trazia asas de abraçar
Abertas sobre o meu peito
Na praia do meu demorar
Do meu demorar incerto
Agora, aqui, alma e tino.




Li, amei!
Quão filosóficas são as reflexões aqui expostas!
Um presente, de quem sabe usar as palavras para expressar, de forma rara, as delícias e as mazelas “de Ser”.
Muito obrigada.
Lindas mensagens!!
Em muitas delas vi o jeito simples, mas cheio de sabedoria de minha mãe!
Ahhhh D.Judite que falta me faz suas sábias palavras. Minha luz, meu porto seguro, minha vida!!
Que lindos ! Lindas mensagens. Quem sou eu? Como gostaria de colocar por escrito a estória dos meus ancestrais. Tenho guardado em meu coração ❤️ não consigo colocar nada por escrito, mas daria uma linda estória.
Parabéns aos escritores.
Oi Valéria, Agradeço seu comentário! Peço-lhe que continue interagindo com o blog, deixando suas ideias, sentimentos e dúvidas!! Todas as semanas postarei um texto novo!! Mas já há vários para ler e participar. Gratidão!!
Há sonhos que não se vão com o dia,
ficam suspensos no peito, como maré que não decide voltar.
O artista nunca está longe da própria arte —
ele apenas se perde dentro dela.
E esse albatroz que te abraça em sonho
talvez seja só tua própria alma
tentando lembrar
que ainda sabe voar.
Mesmo quando o tempo hesita,
mesmo no “demorar incerto”,
há em você algo que insiste —
teimoso, vivo, desperto.
E a poesia…
essa que você diz não escrita,
já existe.
Só está esperando coragem
pra virar palavra.
Há sonhos que não se vão com o dia,
ficam suspensos no peito, como maré que não decide voltar.
O artista nunca está longe da própria arte —
ele apenas se perde dentro dela.
E esse albatroz que te abraça em sonho
talvez seja só tua própria alma
tentando lembrar
que ainda sabe voar.
Mesmo quando o tempo hesita,
mesmo no “demorar incerto”,
há em você algo que insiste —
teimoso, vivo, desperto.
E a poesia…
essa que você diz não escrita,
já existe.
Só está esperando coragem
pra virar palavra.
Oi Fabrícia, emocionante! Sua leitura do poema complementa e engrandece a minha. Feliz por tê-la inspirado. Sua resposta também é um poema…