Cordilheira

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Um amor de mil e um fôlegos

Embala meus passos trôpegos

Titubeantes, hesitantes, egos

Personas de mantas, (bon)ecos

Ressoam da garganta profunda

No vale das grutas e das lavras

Palavras ascendem por fundas

Feito pedras de toque, de mantras

Filosofais, donde medram sementes

Sementes e brotos, leite do peito,

A reboque dos meus ais, a despeito

Das minhas penas, afãs e tinteiros

E mata-borrões de pele de cordeiro

Indeléveis vozes e razões abstratas

A desbordar da alma destas reses

Indefesas, quais rezas sãs e secretas

Vagando difusas, vãs e imortais

No celeste e adunco véu deste cais

Em notas tais que o tempo se desfaz

Se enleva e se compraz, sempre e mais

No paradigma de Ser ou Não jamais

Na misteriosa natureza que me conjuga

Vislumbro já a cordilheira no horizonte

Quando o tempo é o de minhas olheiras

E onde a alma terna ‘inda me encanta.

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