Jesus – O Mestre

O peixe simboliza o mais primitivo símbolo do cristianismo, antes mesmo da crucificação e do sincretismo com o judaísmo farisaico e o paganismo romano. Conta-se que os adeptos das primeiras horas, sentindo-se ameaçados pelas hostes romanas e pelas autoridades do Sinédrio, identificavam-se desenhando na areia ou na argila das paredes um arco aberto voltado para baixo, ao que o outro completava com um arco voltado para cima, formando um peixe. Um código de confirmação e resistência. Figuras simples de peixes eram também cunhadas em pórticos e muros onde os iniciados reuniam-se secretamente para estudar a Boa Nova.

Quando Jesus encontra os irmãos Simão Pedro e André em Cafarnaum, que viviam da pesca no mar da Galileia, convida-os: “– Vinde após mim e vos farei pescadores de homens!” Passos adiante, estende o convite aos também irmãos e pescadores Thiago e João, filhos de Zebedeu. Conta o Evangelho que os quatro acederam de pronto, abandonando as redes e os interesses imediatos e o seguindo.

Os quatro primeiros discípulos eram pescadores. Conheciam como poucos o ofício, o preparo da tralha, a melhor época, o lugar propício, o entretecer das redes, a ancoragem dos barcos, a seleção do pescado.

Jesus os envolveu em seu doce magnetismo ao cair daquela tarde amena e única, cantou-lhes serenamente os cantos da Boa Nova, deitando em seus corações simples e cansados as palavras consoladoras do amanhã renovado, qual sutil encantamento que enreda sem prender e enfeitiça sem dominar. Tornaram-se peixes nas redes do Evangelho. Tornariam-se pescadores de almas.


Pescadores de Homens

Os pescadores do Evangelho

Somos oito bilhões de pessoas sobre o planeta. De algum modo, cada um de nós alimenta certa expectativa em relação a si mesmo, à sua vida e àqueles com quem convive. Neste momento um menino afegão corre atrás de seu mascote em um vilarejo próximo a Cabul; uma jovem japonesa observa o movimento da noite em Tóquio, do alpendre se seu apartamento no vigésimo andar; uma senhora andarilha recolhe restos de comida numa grande avenida de Manhattan, Nova Iorque; um sertanejo maranhense vaqueja em seu pequeno lote, suarento e estafado; 35 crianças africanas morreram de fome na última hora e 35 crianças nasceram na Austrália na mesma última hora; e uma família de pescadores labuta pelo sustento em Tiberíades, cidade turística da Galileia.

A assim, os bilhões de pessoas que somos vivemos nossas vidas, ou não, cada qual em seu contexto, sem dar-se conta da grandeza da Vida, porém em situação única e pessoal, pois não há duas vidas exatamente iguais.

Ao tempo de Jesus, habitavam a Judeia cerca de 3 milhões de pessoas, além dos povos estrangeiros – alguns dominadores (romanos, árabes, africanos etc.); estima-se que a população mundial fosse em torno de 180 milhões (ou seja, 2,25% da população atual).

A população mundial aumentou 44 vezes nesses 2 mil anos e tem-se a impressão que o chamado do Mestre está quase inaudível para a moderna sociedade humana globalizada. Tornou-se uma imagem muda sobre a cômoda ou, talvez, um reels numa rede social?

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Autor desconhecido

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