Wu Wei, para o taoísmo, remete ao sábio que, sentado à margem de um rio ou posto em um barco leve, a remo, observa seu entorno com espírito de entrega e resignação, captando os sinais da natureza, o barulho da água, o sentido da correnteza, a direção da brisa, sua intensidade, os odores, a temperatura do ambiente, a atmosfera, o céu, as estrelas, se houverem, o movimento da relva, dos pássaros, dos animais… Todos esses elementos lhe darão a intuição de como dar o próximo passo, de como proceder, ou não, se nada convier, sem exigir de si-mesmo controle ou pressa sobre os eventos ou acontecimentos imediatos.
Este rio é o rio da Vida. Ele sempre acha os caminhos em seu fluxo natural e permanente. Ao Ser cabe compreender seus ritmos e sinais, intervindo apenas quando e se necessário.
Observar sem pressa, deliberar e agir segundo o que emane da Providencia Divina ou do Eu Interior, o Self, com a menor interferência possível do ego persona. Eis o sentido profundo do Wu Wei.
Tal conceito parece completa e rematada loucura num mundo de absoluta dominância egoica. Um paradoxo!, para muitos ainda intransponível. Qual de nós admite viver abdicando do controle sobre tudo e todos, do tempo e do ambiente, da família e dos negócios, aceitando as contingências e atuando apenas vez por outra, em atitude de resignação dinâmica?
“O Tao nada faz, mas nada fica por fazer” – Lao Tsé, Tao Te Ching.
Grande parte da nossa cultura globalizada está enraizada na necessidade de alcançar, realizar, adquirir e controlar. A ilusão do controle e do sucesso.
Será possível apenas prosseguir e confiar, despojadamente, sem grande necessidade de controle e manipulação?
Somos condicionados desde o nascimento a uma sensação de carência e limitação; à ideia de que tudo o que temos e somos nunca será bastante o suficiente. Isto obriga-nos a agir no mundo, desarvoradamente, para fechar a lacuna entre o que pensamos ser e o que acreditamos que deveríamos ser. Eis o pecado do eu idealizado: há sempre um vazio no coração.
O Wu-Wei traz um conceito semelhante ao do flow e da resignação ativa, em que trabalho há alguns anos (ainda com dificuldade). Aliás, nem o trabalho sobre Si, de Gurdjieff, tem essa vibe de busca (pelo poder e/ou pela riqueza), na linha de domínio ocidental-capitalista, mas sim de “olhar para o lado certo”, ou para dentro (Jung), do lado Oriental do Si, de levantar o véu de Ísis, de transcender a estrutura egoica, de apenas Ser, Confiar, Amar e Servir, como ensina o Mestre.

Não há imprevidência, indolência, covardia e nem preguiça na atitude Wu-Wei. Pelo contrário: é preciso muita coragem e fé em Deus para não intervir em tudo feito um enxerido neurotizado. Importa ter compreensão, calma e espírito de entrega. As coisas acontecem, queiramos ou não, gostemos ou não. Uma ordem superior nos preside os destinos. Nós é que queremos fazer todas as coisas caberem na nossa tímida caixinha de conceitos pessoais.

O Wu-Wei significa um estado de alinhamento com o fluxo natural da Vida, o TAO, envolvendo a compreensão e a aceitação dos seus processos, como próprias e necessárias à liberação do Karma e à realização do Dharma.
Esse estado íntimo, quando presente, costuma ser comparado à flexibilidade do bambu, que, mesmo de aparência frágil, verga ao influxo do vento e das intempéries sem quebrar-se, por que não lhes oferece resistência. Apenas deixa fluir.
Tal estado expressa-se por uma sensação relaxada de vigília, uma atenção pacífica e calma sobre as ocorrências e às vezes uma postura revigorante e alegre ante a Vida.
A alma, diferentemente do ego, reconhece intuitivamente a linguagem universal do Amor.
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Autor desconhecido
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