O Ouroboros

Ouroboros (ou uróboro) significa em grego “aquele que consome a própria cauda” e costuma ser simbolizado por uma serpente em forma circular engolindo a própria cauda. A forma circular representa o eterno retorno, a espiral da evolução, a roda do Samsara, a dança sagrada de morte e renascimento, de movimento e continuidade.  

Trata-se de um símbolo arquétipo primordial. Surge em tumbas egípcias, na Pérsia, na Índia e na China Antiga desde há 3 mil anos a.C., no budismo tibetano, em diversas obras alquímicas e entre os druidas celtas.

A serpente do ouroboros compõe a síntese do yin-yang, do crepúsculo e da aurora, da metamorfose entre noite e dia, lua e sol, matéria e espírito, sombra e luz, silêncio e som, fêmea e macho, morte e vida, terra e ar, água e fogo, raiz, tronco e copa. Simboliza o elo dinâmico e sutil entre os opostos, a conjunção dos elementos complementares, daqueles que rivalizam enquanto não se integram.

Representando a Vida em sua origem, como elemento vivificante, causal e atemporal, manifesta-se no ciclo biológico pelas energias sexuais da alma, as energias da kundalini. Os chakras funcionam como estações ou fulcros arquetípicos, por onde serpenteiam as correntes delicadas da kundalini, remontando sempre e de novo desde os primórdios ontogenéticos da psique primitiva coletiva até a consciência cósmica a que estamos destinados.

Kundalini 4

As energias sexuais da alma expressam-se no corpo biológico como as serpentes do ouroboros entrelaçadas na coluna vertebral, mas relacionam-se de fato com a medula espinhal. A estrutura óssea serve de carapaça protetora aos nobres tecidos neurais. A coluna animal – e particularmente a humana – assemelha-se a uma árvore: na região sacral habitam as profundas e poderosas raízes originárias da vida, as energias primordiais e o inconsciente coletivo. No segmento lombar e dorsal, ascendendo, o tronco da árvore: o registro das experiências primitivas ancestrais e das encarnações sucessivas, o inconsciente pessoal. O segmento cervical e o tronco encefálico, os ramos da copa, os registros subconcientes próximos da personalidade atual. As estruturas límbicas e o córtex, os registros e atividades da vida presente, a copa densa. E, por fim, o córtex frontal, a zona superconsciente, os ideais de sublimação e paz, de amor e transcendência, a transição entre a copa superior e o céu infinito.


kundalini 3

A serpente, por sua vez, move-se na sombra, furtivamente, com raras aparições nos ambientes abertos. O “mundo real”, percebido pelos sentidos humanos, é apenas uma pequena parte da realidade maior, assim como o ego persona o é para a psique em sua totalidade.

A religião, a ciência, a política, a filosofia, a psicologia ou qualquer outro sistema de ideias, do modo como nos são usualmente oferecidos, não podem levar o Ser desperto a parte alguma, nem podem nutri-lo ou satisfazê-lo por sua insuficiência básica e original.

Ou seja, não há transcendência possível partindo-se de premissas tradicionais (e/ou) oriundas das convenções puramente egoicas.

Um símbolo ctônico (relativo às camadas geológicas mais profundas e, portanto, mais primitivas) de transcendência ainda mais importante e mais conhecido é o motivo das duas serpentes entrelaçadas, como as que encontramos no bastão do deus grego Hermes.


Hermes, cujo epíteto era psicopompo (guia das almas), tinha a função de mensageiro, de deus das encruzilhadas, aquele que conduz as almas ao mundo subterrâneo.

No período olímpico da mitologia grega, Hermes readquire os atributos de pássaro, acrescentados à sua natureza ctônica de serpente. Foram colocadas asas sobre as serpentes do seu bastão, que se tornou um caduceu, ou bastão alado de Mercúrio; o próprio deus transformou-se então num “homem voador”, com chapéu e sandálias alados. Vemos aqui a força total (síntese) da transcendência, pela qual a consciência subterrânea da cobra, ao passar pela realidade terrena, vai atingir no seu voo uma realidade sobre-humana ou transpessoal.

Hermes e seu cetro

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Autor desconhecido

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