
Na verdade, eu nada tenho de bom a dizer.
Dizer o quê? Para quem?
Nada tenho a acrescentar. Tudo está dito!
Tudo aí está para ser aprendido. Ou não.
Na verdade, estou cansado. Impotente.
Inválidos, amputados, obsedados, violentos…
Oh Deus!, pare o mundo que eu quero descer!
O buraco é sempre mais embaixo
E o céu sempre mais para cima.
O círculo é uma espiral muito lenta
E a libertação parece impossível.
O cativeiro na caverna de sombras é uma idéia obsessiva!
A luz é um querer longínquo,
Uma abstração quase-concreta
E os grilhões parecem intransponíveis
E fatos.
De fato, tudo parece (ilusão dos sentidos)!
Valores, verdades, palavras, pessoas…
As aftas me matam e a dor parece real,
As costas me doem e amanheço travado,
As pessoas reclamam demais. E me cansam demais!
Os anos são refluxos teimosos
E as certezas são incertezas maquiladas
E as pessoas são impessoais
E os sonhos são sonhos
Próximos e tão distantes
Vivos e tão mortos
De fato, eu nada de bom tinha a dizer!
Resta representar a imagem já projetada
Projetos, programas, planos, ideais…
Onde será que eu estou?
Procura-se!
(Pena que não há foto no cartaz!)




Parabéns pelo seu talento e dividi-lo
com todos nós ……. sucesso sempre👏👏👏👏🙏🙏🙏🙏🤍🤍🤍🤍🫂🫂🫂🫂
Oi amigo querido, gratidão sempre. Devo a motivação e a coragem para criar e publicar este blog à sua mentoria paciente e amizade sincera de tantos anos.
Gostei…Uma grande reflexão do SER existencial em cada um de nós. E há dias dos quais ficamos e nos sentimos impotentes. Mas a vida é assim… cheia de altos e baixos… cabe a cada um de nós respirarmos, orarmos e nos reerguer…
Oi Gláucia, muito feliz com seu comentário. Todas as semanas pretendo postar um texto. Segundo Jung, perceber a impotência relativa pessoal – fase da evolução individual – é o primeiro passo para vivermos a nossa potencialidade real, a TOTALIDADE do Eu Profundo. Muito feliz!! Este é o primeiro comentário deste blog que eu respondo.