Saber como Convém

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Em meio à revolução tecnológica que ora vivemos, uma quantidade jamais vista de informações está disponível através da mídia, particularmente da internet. A interatividade em tempo real, o hipertexto, os sites de busca são instrumentos poderosos para coleta e transmissão de informações.

A informação pode gerar conhecimento ao se tornar relevante para uma pessoa ou uma comunidade. Os conhecimentos adquiridos são um patrimônio intelectual, social e cultural, e seus frutos serão mais favoráveis quando mais úteis à civilização. O saber por si mesmo, destituído do sentido de aplicação, de finalidade, parece um bem sem destino, água parada, planta sem fruto.

Conhece-se uma árvore pelos frutos, ensinou um mestre galileu. Não se colhem figos em espinheiros. A lógica é simples: se você quer saber se algo é bom ou não, avalie seus resultados ao longo do tempo.

Na moderna “sociedade da informação”, o saber humano tem gerado frutos de todas as espécies. O mesmo avião que despeja bombas transporta remédios e alimentos para povos famintos e isolados; um livro provoca desvario, um outro salva vidas e encoraja pessoas; o combustível que incendeia, permite deslocamentos entre continentes, unindo povos e culturas; a substância que vicia alguns alivia a dor de outros…

A pólvora, explosivo potente, foi desenvolvida na China do Século IX pelos alquimistas que procuravam pelo elixir da longa vida, uma panacéia universal que poderia curar todas as doenças. Acabou sendo aplicada para a destruição e a morte pelos mil e tantos anos que se seguiram. Ou seja, os frutos do saber estão sujeitos à intenção de quem dele se utiliza.

A possibilidade de decidir e agir, de escolher em função da própria vontade, é conseqüência da liberdade de pensar. Cada pessoa guarda em si essa liberdade relativa, a de fazer o que bem entender com o seu saber.

Saber como convém é usar o conhecimento com a energia da vontade livre – pelos conhecimentos que tenho, eu escolho fazer ou não tal coisa! –, de maneira a produzir frutos positivos e eficientes para o progresso individual e coletivo. O auge do saber é a sabedoria, é guiar o saber com o crivo do discernimento, assumindo as conseqüências por suas escolhas!

Saber como convém é usar a sabedoria para identificar a sombra e a luz, colher e distribuir os frutos saborosos do Bem e da Paz. O saber é bem mais interessante quando é conveniente à alma imortal.

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